quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ALTERNATIVAS: AS CASAS COMUNITÁRIAS DE BERLIM.

170815-Berlim

Numa cidade sob intensa especulação imobiliária, cresce também a resistência. A partir de “squats” anarquistas, avançam as cooperativas de co-habitação. Como funcionam?

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SAIBA COMO FORTALECER A CULTURA ORGANIZACIONAL DE SUA EMPRESA.

Empresa, equipe, empreendedorismo, negócios, reunião (Foto: Endeavor Brasil)

Por mais que a estratégia seja essencial, a cultura do negócio é o que o mantém funcionando.

É provável que você tenha chegado até este artigo porque tem sentido na pele os desafios que uma cultura enfraquecida traz. Ou quer criar um ambiente mais saudável que incentive o bem-estar das pessoas e retenha talento para trazer melhores resultados para o negócio.

Além disso, você pode ter observado recentemente:

- Pessoas se demitindo com mais frequência;

- Dificuldade em contratar talentos porque os benefícios oferecidos
  pelo mercado parecem melhores que os seus;

- Com a empresa crescendo em ritmo acelerado, você sente que a cultura original que surgiu com os donos acabou se perdendo pelo caminho;

-Ou ainda a expansão do negócio criou uma cultura descentralizada geograficamente em que cada unidade parece diferente da outra.

Seja qual for o desafio, a resposta pode estar no fortalecimento da cultura da sua empresa. Fizemos uma coletânea de conteúdos para ajudar você a encontrar o melhor caminho. Para isso, você pode tanto navegar pelo menu aqui ao lado e ir direto para a dúvida que tem tirado seu sono; ou ler o passo a passo que criamos com a ajuda dos mentores especialistas em Gestão de Pessoas da rede da Endeavor.

Vamos lá?

Sua empresa não tem uma cultura. Ela é a cultura!

            A Cultura é o resultado de uma colisão entre pessoas, como elas interagem entre si em um ambiente e como esse ambiente evolui baseado nessas interações. Quando você entende que uma cultura é fraca — não existe algo como bom ou ruim, apenas forte e fraco — ela é como uma sopa com 29 ingredientes que tem um gosto diferente, mas você não sabe bem o porquê. É o resultado de uma grande mistura sem consistência!
Na prática, o empreendedor começa a sentir dores relacionadas à cultura organizacional quando a empresa cresce em velocidade alta. É natural que, enquanto o crescimento é acelerado, as preocupações com as vendas, entregas e finanças, por exemplo, se sobrepõem à conservação da cultura. A necessidade de contratação é alta e muitas vezes não há tempo para um treinamento oficial, com onboarding e imersão dos novos funcionários. O resultado é que acabamos misturando novos ingredientes que influenciam o resultado final da sopa.
Por essência, uma cultura é feita de pessoas. E quando chega gente nova, é natural que ela mude, evolua ou seja influenciada pela bagagem trazida pelos novos funcionários de outras culturas que viveram.
Seja a sua empresa uma startup ou scale-up, olhar para a cultura é garantir consistência no crescimento da organização, sem perder de vista os valores que a fizeram chegar onde está e vão construir o caminho para ela dar os próximos passos.
Daniel Castello, mentor Endeavor e especialista em Gestão de Pessoas, diz que:
A Cultura é composta, essencialmente, do que comunicamos, em todas as suas formas, e o significado que as pessoas derivam disto. Desde a escolha do local físico, do mobiliário, da forma como o espaço está dividido, do nome, da grafia, das cores, do jeito como falamos, das palavras que escolhemos ao tom de voz que usamos em cada situação… Tudo que fazemos, falamos e escolhemos comunica a forma como vemos o mundo, como nos posicionamos dentro dele e com que tipo de pessoas queremos nos relacionar. E como esperamos que as pessoas respondam a isto. 
Desenvolver conscientemente a Cultura de uma empresa não é fácil. Tem a ver com a consistência como geramos e atendemos às expectativas criadas. Com os exemplos que criamos. Com as decisões que tomamos. Com as histórias que contamos. E, principalmente, com as pessoas que contratamos e as que mandamos embora.
Pouco a pouco, as pessoas passam a compreender, espelhar e multiplicar o que valorizamos até que se torna uma segunda natureza da organização ser daquele jeito.

Qual é o jeito de ser da sua empresa?

Em seu workshop sobre People Operations, o mentor Edson Rigonatti lista os oito elementos acionáveis de uma cultura, a partir de uma série de perguntas. Na medida em que você vai respondendo, o perfil da Cultura da sua empresa vai se desenhando, como um diagnóstico do estado atual da sua organização!

1. Nossa cultura é missionária ou mercenária? Estamos aqui pra ganhar dinheiro e ser eficiente ou por uma causa?

2. As coisas acontecem de jeito estruturado ou flexível? Tem processo para tudo ou cada um faz como quer?

3. Preferimos pensar sobre um problema ou sair executando e aprender no caminho?

4. Damos mais valor ao controle ou delegamos bem?

5. Temos cuidado na ação ou existe permissão ao risco?

6. Lidamos com as pessoas de um jeito diplomático ou direto?

7. As pessoas são individualistas ou trabalham mais em grupo?

8. Vale mais o que acontece dentro de casa ou fora de casa?

É raro quando a resposta a essas perguntas seja um binário sim ou não. Não existe certo, nem errado, apenas um perfil específico que faz a sua empresa ser do jeito que é.

As pessoas mais importantes para a sua cultura são as que vão embora

          Soa estranho num primeiro momento, mas as pessoas que você demite são mais importantes do que as que você contrata para definir a cultura de um lugar. Assim, a cultura é definida por quem fica e também por quem vai embora, moldando os valores e os hábitos que são aceitáveis, mas, principalmente, aqueles que não são.
Felipe Castro, mentor Endeavor, costuma dizer que a pior pessoa define o que é aceitável:
Quando uma pessoa sempre chega atrasada, não entrega resultados, trata mal os clientes ou colegas e nada acontece, a organização está legitimando esse comportamento. Se essa pessoa pode se comportar assim, então todos podem. O pior comportamento passa a ser o nível mínimo de exigência, puxando todos para baixo. É impossível atingir a excelência ou construir uma cultura de alto desempenho sem eliminar os comportamentos inapropiados.
A atitude na liderança é chave, mas não é o bastante. Nas organizações horizontais, com times autogerenciados, o próprio time precisa se cobrar e se motivar. É fundamental que a equipe crie obrigações mútuas entre seus integrantes, construindo compromissos com o desempenho e com as atitudes corretas. O próprio time deve eliminar o comportamento inadequado, seja por meio de feedback, cobrança, coaching ou mesmo desligando a pessoa. O importante é que aquele comportamento não se torne parte do dia a dia do grupo.

A Cultura nasce da mentalidade dos fundadores

Edson Rigonatti também explica que:

A cultura torna-se palpável na linguagem que as pessoas usam, nos rituais que elas participam (reuniões, eventos), nos símbolos adotados (logos, decoração do escritório, personalidades admiradas), nos tipos de recompensas (dinheiro, viagens, elogios) e naqueles que os recebem (os heróis, comumente conhecidos como os “queridinhos”).
Por essência, ela é formada pela mentalidade dos fundadores, a visão que os empreendedores tinham lá no início sobre o que fazia aquela empresa especial e diferente de todas as outras do mercado. Na prática, é a visão de Larry Page e Sergey Brin que originou o Google; a audácia de Steve Jobs que fez nascer a Apple; a perspectiva de gestão do trio Marcel Teles, Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira que fez nascer a AMBEV.
Além de criar um bom ambiente de trabalho, a cultura também influencia nos resultados da empresa. A história da LEGO é um exemplo disso. Em 10 anos, a empresa perdeu valor em uma média de 300 mil euros por dia, por conta de uma série de problemas de gestão. Foi a entrada do novo CEO, Jorgen Vig Knudstorp , que trouxe à tona os valores que levaram a LEGO a ser um sucesso lá no começo:
A LEGO estava em um negócio para criar brinquedos de construção inovadores em que as criançãs poderiam aprender com eles. 
E era preciso relembrar a empresa inteira desse propósito. Foi quando todos retomaram a mentalidade do fundador e se voltaram para o core da empresa que o jogo virou.

Como definir a cultura da minha empresa?

           Se a cultura da sua empresa está clara para você, mas nem tanto para o seu time, é importante colocar no papel. Todo CEO é também um Chief Cultural Officer, por isso é tão importante se ater até aos mínimos detalhes.
A empreendedora Leila Velez, do Beleza Natural, conta nesse texto que:
Cada movimento da sua sobrancelha manda uma mensagem para toda a organização. Ou seja, se você não estiver bem, com certeza esse sentimento tende a se espalhar por toda a equipe, feito rastilho de pólvora. O empreendedor molda a cultura de sua organização por meio de sua própria personalidade. Aquela velha história de “faça o que eu digo e não o que eu faço” quase nunca funciona, pois o tamanho da influência é muito maior do que o empreendedor imagina, na maioria das vezes.
Se a cultura organizacional é alma, a identidade é a personalidade e os anseios que tornam essa empresa única.

Defina os três pilares: Missão, Visão e Valores

          Muitas empresas já têm esses pilares definidos na área institucional do site, ou até na parede do escritório, mas eles nada significam para as pessoas que ali trabalham. Não basta uma frase bonita, ou uma série de valores brilhosos, se isso não for uma verdade que pulsa em cada pessoa do time.

Como conservar a cultura organizacional quando a empresa começa a crescer?

           No fundo, a cultura é tudo aquilo que permanece em uma empresa quando os donos não estão olhando.
Quando o Beleza Natural estava se preparando para escalar, a pergunta que guiou os sócios foi: se a gente sumisse do planeta, o que deveria ser o jeito de agir do Beleza Natural?
Em uma organização global, o choque de culturas é ainda maior. Pedro Janot, mentor Endeavor, conta nesse artigo como contornou esse desafio quando assumiu a presidência da Azul Linhas Aéreas: uma empresa formada por americanos e brasileiros que herdava muito da antiga Varig, por conta das contratações feitas. Como construir uma cultura do zero quando nenhum funcionários é uma página em branco?
James Allen, sócio da Bain & Company, acredita que existem 5 lições fundamentais para manter a alma de uma pequena empresa, mesmo quando ela começa a crescer. Entre elas, então:

1. Clareza de propósitos
2. Liberdade dentro do limite
3. Comunicação sem burocracia
4. Interdependência
5. Generosidade de espírito

Esse último é para ele o mais importante:

A “cola” que fortalece as relações é a generosidade — a disposição de todos para treinar, inspirar, incentivar, encorajar, elogiar e respeitar uns aos outros. Você pode ver como é fácil perder essa generosidade de espírito à medida que se cresce — e com ela, a alma da sua empresa.

Fonte: Publicado em Endeavor Brasil - 24.04.2017 - http://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2017/04/saiba-como-fortalecer-cultura-organizacional-de-sua-empresa.html


7 FERRAMENTAR GRATUITAS PARA VOCÊ ADMINISTRAR SUA EMPRESA


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Com elas, é possível cuidar de suas finanças, definir metas e montar equipes vencedoras.

O primeiro a chegar, o último a sair. Passar café enquanto entrevista um candidato. Finalizar um relatório ao mesmo tempo em que prospecta um novo cliente. Aperfeiçoar um produto enquanto fecha o caixa do mês.

domingo, 17 de setembro de 2017

A NECESSIDADE DA FILOSOFIA NA ECONOMIA, POR MARCOS VILLAS-BÔAS.

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Não existe Economia sem Filosofia - Os maiores pensadores da Economia eram e são filósofos

A Filosofia é uma disciplina, um curso, mas também uma atitude. Ela busca o questionamento, a transgressão do senso comum, as causas últimas das coisas, uma compreensão mais profunda dos temas, a sua evolução histórica.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

FAMILIA ALEMÃ VIVE PRATICAMENTE SEM USAR DINHEIRO HÁ 3 ANOS

família alemã vive sem dinheiro

Famíla alemã vive há três anos praticamente sem usar dinheiro. Este novo modo de vida vem recebendo atenção de pessoas na Europa e fomentando discussões na internet.

Um alemão de 29 anos conseguiu desenvolver um sistema de vida ao lado de sua família, cujo gasto de dinheiro é mínimo. Raphael Fellmer sustenta sua família há três anos com alimentos encontrados em caçambas de lixo de supermercados e adquire móveis e outros utensílios através da prática do escambo.

terça-feira, 12 de setembro de 2017


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Na contramão da sociedade contemporânea, homens e mulheres optam por uma vida mais simples. Eles garantem que são mais felizes. Conheça as histórias

Você pode ter passado a vida inteira, ou parte dela, ouvindo a expressão: tempo é dinheiro. Conhecido de perto um universo em que ter do “bom e do melhor” é sinônimo de uma vida sossegada. Também deve ter escutado, e acreditado, que comprar roupas, sapatos e supérfluos alivia o estresse, principalmente, das mulheres durante a tensão pré-menstrual (TPM). Que shopping é e será um dos melhores lazeres desta vida moderna. Agora, suponha que tudo isso virasse de cabeça para baixo. Em nome da simplicidade do ser, homens e mulheres, de idades diferentes, chacoalharam esses velhos conceitos cada vez mais impostos à sociedade e optaram, sem culpa e com leveza, por uma vida simples. Acreditam que precisam de pouco para se satisfazer e asseguram que o lucro com tudo isso não se vende nem se troca, e tem nome: felicidade.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

5 DICAS DE ADMINISTRAÇÃO DO MAIOR IMPERADOR CHINÊS

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Por que não revisitar a história e aprender com as lições dos grandes mestres?
Seja para administrar um governo, uma empresa ou mesmo uma equipe, um líder exerce um poder enorme sobre as pessoas, e suas decisões influenciam diretamente o andamento dos negócios. Para ser um administrador de sucesso, é preciso criar uma estrutura forte, dentro da qual os funcionários possam se desenvolver, crescer e alcançar resultados.

sábado, 9 de setembro de 2017

PESSOAS, EMPRESAS E GOVERNOS INVESTEM NA COLABORAÇÃO, CRIATIVIDADE E NO COMPARTILHAMENTO PARA INOVAR E OFERECER SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS


Os moradores de Seul, capital da Coreia do Sul, tinham um problema: ao ir para o centro da cidade com seus carros, não encontravam vagas para estacionar. Para resolver a questão, o governo tinha como opção construir garagens subterrâneas, o que poderia custar milhões, demorar para solucionar o problema, além de causar incômodo. A solução proposta, no entanto, foi simples: mapear as garagens dos moradores locais que ficavam vazias na região, durante o dia, e oferecê-las como alternativa para estacionar os automóveis. Em contrapartida, o valor recebido poderia ser investido em melhorias no próprio condomínio.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

EXISTE UM POVOADO DA AMAZÔNIA QUE TEM A ECONOMIA BASEADA EM TROCA
O antropólogo Roberto Rezende morou durante seis meses na reserva extrativista de Alto Juruá
  (Foto: Flickr/ Ikhlasul Amal)
Piadas infames à parte, a região do extremo oeste do Acre permanece como um território ainda pouco integrado ao restante do Brasil. Para conhecer seus habitantes, que vivem distantes dos grandes centros econômicos do país, o antropólogo Roberto Rezende morou durante seis meses na reserva extrativista de Alto Juruá, próximo à fronteira com o Peru e a 560 quilômetros de Rio Branco, a capital acreana.