segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

EXECUTIVA DO RH DO FACEBOOK EXPLICA PORQUE NÃO CONTRATA O CANDIDATO MAIS INTELIGENTE

Facebook

Ser a pessoa mais inteligente em uma entrevista de emprego pode não garantir a vaga para você. Pelo menos não no Facebook. A executiva do RH da empresa Janelle Gale afirmou que os funcionários da rede social são aprendizes, por isso o traço mais importante para conquistar uma vaga na companhia é a curiosidade.

"Nós procuramos pessoas que estão familiarizadas com o aprendizado rápido, são intelectualmente curiosas e constantemente buscam expandir seus conhecimentos", contou ao Business Insider.

 Como qualquer empresa, contratar as pessoas certas é crucial manter a cultura do ambiente de trabalho. Para Gale, mostrar interesse em aprender é a chave para ser contratado, logo ser um candidato inteligente tecnicamente e querer provar isso a todo custo na entrevista não é uma boa estratégia. Isso se aplica a todos os cargos dentro da empresa - mesmo em alto nível.

“Se tem literalmente a pessoa mais esperta da sala, que é a expert em seja lá o que ela faça, mas não está aberta a aprender, esse é um grande sinal vermelho para nós. Precisamos de pessoas que estão buscando incorporar novos comportamentos, novas informações e novos dados em seus repertórios de habilidades”, explicou.

Segundo ela, as pessoas que pensam que sabem muito se superestimam e perdem oportunidades de aprender e, eventualente, vagas de emprego. "Há muito para aprender aqui, não importa se você acabou de se graduar na faculdade ou se você é o melhor do seu campo", disse ela. "Arrogância não funciona, todo mundo tem seu valor".

Então, como o Facebook descarta os “sabem-tudo”? Gale disse que para escapar de pessoas com esse perfil petulante tenta fazer perguntas sobre projetos em que o indivíduo trabalhou, como "O que você teria feito de forma diferente?" ou "O que você aprendeu no processo?"

"Se alguém hesitar por um tempo muito longo e não conseguir responder, ou se responder afirmando que não tirou proveito e que teve facilidade devido a suas qualidade, por exemplo, isso me diz que esse candidato não está disposto a aprender. Eu quero que alguém responda essa pergunta dizendo: “eu aprendi muita coisa”, citando exemplos, ou “eu aproveitei a oportunidade, mas tem muito mais para aprender'", disse Gale.  Ou seja, candidatos que tenham a humildade para afirmar que ainda têm um longo caminho pela frente. 

O que ela espera do candidato é um nível de vulnerabilidade e reflexão, bem como uma forte demonstração de curiosidade intelectual.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/carreira/emprego/noticia/7287209/executiva-facebook-explica-porque-nao-contrata-candidato-mais-inteligente
Acesso: 26 fev. 2018.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

FOGO DE CHÃO É VENDIDA POR US$ 560 MILHÕES PARA EMPRESA DE INVESTIMENTOS DOS EUA

Foto de divulgação da churrascaria Fogo de Chão (Foto: Reprodução/Instagram)

A rede de churrascarias fundada por brasileiros opera 38 restaurantes nos Estados Unidos e 9 no Brasil.

A rede de churrascaria Fogo de Chão foi vendida para a empresa de investimentos Rhône Capital nesta terça-feira (20) por US$ 560 milhões. Criada por brasileiros, a rede já era controlada por investidores americanos desde 2012.
A oferta da Rhône é toda em dinheiro e os acionistas da Fogo de Chão receberão US$ 15,75 por ação da empresa, valor que representa um prêmio de 25,5% em relação ao fechamento do papel na sexta-feira passada.
"Após um processo de avaliação das opções disponíveis, o conselho de administração está confiante de que esta transação vai dar à Fogo de Chão oportunidade significativa de gerar valor para nossos acionistas e fornecer o melhor caminho adiante para a Fogo de Chão", disse o presidente-executivo da rede de churrascarias, Larry Johnson, em comunicado.
A aquisição deve ser concluída no segundo trimestre após obter aprovações regulatórias.

Negócios

Esta não é a primeira vez que a rede é vendida. Em 2012, o fundo de investimentos GP Investments anunciou um acordo para a venda de 100% da FC Holdings, empresa de investimento controladora da Fogo de Chão Churrascaria, por um valor de US$ 400 milhões. A compra da FC Holdings foi realizada pelo fundo de investimento Thomas H Lee Partners, dos Estados Unidos.
A Fogo de Chão inaugurou seu primeiro restaurante em 1979 e contava com nove lojas quando a GP Investments e coinvestidores adquiriram uma participação inicial de 35%. Os 65% restantes foram adquiridos em 2011. Atualmente, a rede opera 38 restaurantes nos Estados Unidos e 9 no Brasil e tem duas joint-ventures no México e outras duas no Oriente Médio.
Em 2015, a empresa pediu registro para realizar uma oferta inicial de ações no pregão eletrônico Nasdaq, nos Estados Unidos. A rede de churrascarias precificou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em US$ 20 por ação nos Estados Unidos, avaliando a empresa em US$ 545 milhões.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/fogo-de-chao-e-vendida-por-us-560-milhoes-para-empresa-de-investimentos-dos-eua.ghtml
Acesso: 21 fev. 2018.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CHINA ADVERTE TRUMP QUE SANÇÕES COMERCIAIS PREJUDICAM A ECONOMIA MUNDIAL

China adverte Trump que sanções comerciais prejudicam a economia mundial

O governo chinês advertiu nesta quarta-feira que as sanções comerciais dos Estados Unidos, cujo presidente Donald Trump ameaçou adotar novas taxas de importação aos produtos chineses, colocam em risco a economia mundial.

Trump disse na terça-feira que está examinando “todas as opções”, incluindo taxas de importação e cotas de exportação, para limitar as importações chinesas de aço e alumínio que, segundo ele, estão “dizimando” a indústria americana do setor.

Washington já impôs taxas de importação a vários produtos chineses, o que provoca o temor de uma guerra comercial entre as duas principais economias mundiais.

“Qualquer sinal de unilateralismo ou de protecionismo vai piorar os problemas do comércio global e prejudicará o impulso de recuperação da economia mundial”, advertiu o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuang. 

Ao mesmo tempo, ele afirmou que a China continua considerando os Estados Unidos como um sócio comercial e econômico. 

“Esperamos continuar abrindo nossos respectivos mercados”, disse.

A administração Trump tem agora dois meses para decidir se adota medidas contra o alumínio e o aço chinês, assim como contra algumas práticas do país asiático em termos de propriedade intelectual.

A China produz quase metade do aço mundial, mas vários países acusam Pequim de ‘dumping’ (concorrência desleal), por vender seus produtos a preço de custo para garantir a cota de mercado.

O governo de Pequim anunciou na segunda-feira medidas ‘antidumping’ contra o estireno dos Estados Unidos, um produto muito utilizado na indústria química. Na semana passada abriu uma investigação contra o sorgo americano.

Em janeiro, Washington adotou medidas contra os painéis solares chineses e as máquinas de lavar de grande porte fabricadas no país.

Fonte: https://istoe.com.br/china-adverte-trump-que-sancoes-comerciais-prejudicam-a-economia-mundial/
Acesso: 14 fev. 2018.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

TOPA TUDO POR TRABALHO: BRASILEIROS ACEITAM SALÁRIOS MENORES E POSTOS SEM CARTEIRA PARA DRIBLAR DESEMPREGO

Trabalhos informais e por conta própria já superam o emprego formal no Brasil

Pessoas procuram vagas de empregos em cartazes no centro de São Paulo

Há cerca de dois anos, enviar currículos para diferentes empresas virou rotina diária da engenheira hídrica Leilane Rocha Abreu, de 32 anos. Natural de Diamantina, em Minas Gerais, ela se mudou para o Rio de Janeiro, em 2012, após receber uma boa oferta de emprego para trabalhar como terceirizada na Petrobras. Porém, acabou sendo dispensada em 2016 depois que estourou a crise na petroleira, envolvida no maior esquema de corrupção do país. Do lado de fora da estatal, a situação tampouco era favorável. O país atravessava a pior recessão das últimas décadas, com alto índice de desemprego e a área de engenharia também amargava uma das piores fases. Cansada das negativas e da falta de oportunidades no seu setor, acabou optando, no início de 2017, por uma vaga de vendedora em uma loja de shopping durante um ano, ganhando um salário 70% menor do que o que recebia como engenheira.

Cláudia Lemos, de 46 anos, formada em gestão financeira, também foi uma das vítimas do desemprego recente. Foi demitida, em março de 2015, de uma empresa em São Paulo em que atuava há anos como supervisora de cobrança de veículo e só foi conseguir um novo emprego mais de um ano depois em um restaurante, como auxiliar administrativa e cuidadora do caixa. Assim como Leilane, ela teve que aceitar uma proposta de salário bem abaixo da sua anterior. Atualmente, ganha quase a metade do que recebia no emprego anterior. "Acho que a minha idade pesa para uma recolocação de emprego, mas o momento ainda está difícil e não vejo muito oferta", conta Cláudia.

Com oportunidades ainda escassas, em um país que fechou o ano passado com uma taxa de desemprego média de 2017 de 12,7% - a maior da série história que começou em 2012 -, não são poucos o brasileiros que assim como Leilane e Cláudia precisaram aceitar esse desafio: trabalhar em posições para as quais são mais qualificados do que o exigido ou que tiveram que aceitar salários bem menores do que recebiam em empregos anteriores. É o que os especialistas chamam de downgrade de carreira.

Uma pesquisa realizada pelo site de anúncios de vagas de emprego Catho, mostrou que 82% dos entrevistados afirmaram que, para se recolocar no mercado, têm aceitado ou aceitaria salários menores do que o emprego anterior. Já 30% disseram que chegaram a omitir informações sobre suas qualificações para poderem concorrer a vagas inferiores ao cargo que possuíam anteriormente. Apenas 17% responderam que não aceitariam cargo e salário abaixo do anterior. A pesquisa foi realizada com 742 profissionais da base nacional da Catho e divulgada no fim do ano passado.

Recrutadores e consultores de carreira coincidem que essa situação tem se tornado cada vez mais comum no país, que somou 12,3 milhões de desempregados no último trimestre, mas que na hora de avaliar uma proposta é preciso pensar a médio prazo. "É normal que para não ficar fora do mercado, ele aceite uma proposta com cargo ou salário abaixo do seu último emprego, mas, de alguma forma, ele precisa se programar, avaliar se há alguma forma de crescer dentro da empresa para conseguir recuperar a queda de renda no futuro", explica Elen Souza, psicóloga e assessora de carreira da Catho.

Para Emerson Dias, consultor de carreira, dar um passo para trás na carreira em tempos de crise, muitas vezes, não é uma questão de opção e sim de necessidade. Entretanto, uma alternativa mais radical de mudar de segmento embute um risco maior se a ideia é que esse passo seja transitório. "O risco é você não conseguir mais voltar para sua área. Quando você afasta, perde o contato, atualizações. Mas num momento como esse você sempre tem o argumento da crise. Não foi uma transição porque você quis, mas porque o mercado te obrigou", explica.

Emprego com carteira é minoria

Após perder o emprego de carteira assinada, Edson Maciel se tornou motorista do aplicativo Uber

A crise no mercado de trabalho também tem levado a um aumento grande da informalidade no país. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o trabalho informal, sem carteira assinada e por conta própria foram os grandes responsáveis pelos empregos gerados no país em 2017.

É o caso de Edson Maciel, de 39 anos, que após muitos anos trabalhando com carteira assinada, teve que partir para o trabalho por conta própria. Responsável por gerenciar uma frota de carros executivos do banco Itaú, em São Paulo, ele foi demitido em 2014 e, desde então, nunca mais conseguiu um trabalho registrado. Primeiro participou de uma sociedade com a mulher no setor do varejo, mas depois optou por ser motorista do aplicativo Uber. "Hoje ganho menos do que ganhava e não tenho mais nenhum benefício. Preciso pagar seguro de saúde para mim e todos da minha família. Se eu colocar na ponta do papel, ganho 60% do meu último salário de carteira", conta Maciel que continua procurando uma recolocação no mercado e aguarda o resultado de um concurso público que prestou no último ano.

Segundo o IBGE, somando os 11,1 milhões de trabalhadores que atuam sem carteira e os que resolveram trabalhar por conta própria (23,1 milhões), o total é maior que o número de trabalhadores registrados. São 34,2 milhões de informais para 33, milhões de registrados. Os números revelam, que apesar de alguns indícios de melhora na economia brasileira nos últimos meses, o mercado de trabalho ainda sofre com os efeitos da crise e, como é de costume, deve ser o último componente a reagir .

"Existe claramente uma entrada expressiva de pessoas trabalhando principalmente em ocupações voltadas para a informalidade. Não temos ainda recuperação da carteira, não existe qualquer indício disso. Qualidade do emprego gerado, portanto, é questionável", afirmou em coletiva de imprensa nesta semana Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/politica/1517580002_384940.html
Acesso: 4 fev. 2018.