domingo, 28 de janeiro de 2018

TESOURO DIRETO REGISTRA RECORDE DE INVESTIMENTO EM 2017

tesouro direto e poupança

O Tesouro Direto fechou o ano de 2017 com recorde em investimentos, registrando 2,17 milhões de operações e aplicações de R$ 19,438 bilhões, de acordo com balanço divulgado hoje (24), em Brasília, pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em média, ao longo do ano, 75,9% dos investimentos foram em valores até R$ 5 mil e 50,6% até R$ 1 mil.

As participações dessas faixas de aplicação atingiram os maiores patamares desde o início da série histórica. De acordo com o Tesouro Nacional, esses dados refletem o maior acesso dos pequenos poupadores ao programa.

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional – desenvolvido em parceria com a Bolsa de Mercadorias e Futuros e Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) – BM&F Bovespa – para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet. Ele foi criado em 2002 para democratizar o acesso aos títulos públicos, permitindo aplicações com apenas R$ 30.

O número de investidores também bateu recorde em 2017, os cadastrados chegaram a 1,83 milhão e os investidores ativos somaram 565.758. O balanço mostra ainda que cresceu a participação feminina entre os investidores cadastrados.

As mulheres representavam 24,11% do total de investidores em dezembro de 2016 e passaram a ser 27,51% em dezembro do ano passado, atingindo participação recorde.

Títulos remunerados por índices de preços

Entre os títulos que compõem o estoque, ou seja, o total daqueles que foram adquiridos e estão vigorando, os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque: 60,1%.

Em seguida, estão os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 23,1% e os títulos prefixados, com 16,8%.

Os títulos de prazo menor são maioria (40,9%) e têm vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 37% e os com vencimento acima de 10 anos, a 18,1% do total.

Cerca de 4% dos títulos vencem em até 1 ano. O programa atingiu, no ano passado, estoque recorde de R$ 48,5 bilhões.

Aplicação líquida

Tesouro Direto fechou o ano de 2017 com aplicação líquida de R$ 2,88 bilhões, o que significa que, no ano, as aplicações em títulos superaram os resgates.

O Tesouro fecha com aplicações líquidas, apesar de, desde agosto, registrar resgates líquidos, quando os resgates superam as aplicações.

O balanço divulgado hoje mostra que os resgates líquidos diminuíram para R$ 42,22 milhões em dezembro, ante R$ 125,02 milhões em novembro.

Fonte: https://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/tesouro-direto-registra-recorde-de-investimento-em-2017/
Acesso: 28 jan. 2018.

BRASIL PERDE QUASE 21 MIL EMPREGOS FORMAIS EM 2017, MOSTRA CAGED

Pessoas buscam trabalho em agência no centro de São Paulo

Brasília – O Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho em 2017, terceiro ano seguido no vermelho apesar do início da recuperação econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas.

Em dezembro, houve o fechamento líquido de 328.539 postos, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira.

O resultado no mês veio melhor que a perda de 411 mil empregos projetada por analistas em pesquisa da Reuters, e também representou a melhor marca para dezembro, que é tradicionalmente negativo, desde 2007 (-319.414 postos).

Houve criação líquida de 2.574 vagas de trabalho intermitente no último mês do ano, sob os efeitos da reforma trabalhista.

Ao propô-la, o governo do presidente Michel Temer defendeu que as flexibilizações legislativas ajudariam na retomada do emprego. No ano, esse saldo foi de 5.641 postos, considerando a vigência da reforma a partir de novembro.

Apesar de seguir no campo negativo, o fechamento de vagas formais em 2017 representou forte melhoria sobre o ano anterior, quando foram encerrados 1,327 milhão de empregos, e sobre 2015, quando o saldo ficou no vermelho em 1,535 milhão de vagas, na série com ajustes.

O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelo fechamento líquido de 103.968 vagas na construção civil e de 19.900 na indústria da transformação.

Ficaram no azul, por outro lado, o comércio (+40.087), a agropecuária (+37.004) e o setor de serviços (+36.945).

De maneira geral, o mercado de trabalho tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação. O ministério do Trabalho trabalhava com a perspectiva de encerrar o ano próximo do zero a zero.

“Para os padrões do Caged, esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado na maioria dos meses do ano passado e apontando para um cenário otimista neste ano que está começando”, afirmou em nota o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura.

Nos três meses encerrados em novembro, a taxa de desemprego caiu a 12,0 por cento, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mesmo patamar registrado no fim de 2016, porém refletindo ainda o aumento da informalidade.

Fonte: https://exame.abril.com.br/economia/brasil-perde-quase-21-mil-empregos-formais-em-2017-mostra-caged/
Acesso: 28 jan. 2018.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

AS STARTUPS BRASILEIRAS QUE PODEM REPETIR O FEITO DA 99: SE TRANSFORMAR EM UNICÓRNIO DE 1 BI DE DÓLARES








No início de janeiro, o aplicativo brasileiro de transportes 99 foi comprado pela plataforma chinesa de transporte Didi Chuxing, em um negócio que o avaliou em 1 bilhão de dólares. Foi a primeira vez que uma startup brasileira foi elevada ao patamar de "unicórnio", o apelido dado ao seleto grupo das que valem 1 bilhão de dólares ou mais. No mundo, alguns unicórnios famosos incluem aplicativos como Airbnb, Snapchat, Pinterest e Spotify. O caso mais bem sucedido, no entanto, é o do Uber. A companhia possui hoje um valor de mercado de quase 70 bilhões de dólares.

Apesar da posição inédita da 99 no país, o Brasil possui atualmente outros fortes candidatos que podem alcançar o posto em pouco tempo. Três empresas despontam na frente na avaliação de especialistas: o Nubank, que criou o cartão de crédito roxinho que não cobra anuidade, a Movile, dona do aplicativos iFood e PlayKids, entre outros, e a PSafe, que oferece um aplicativo de antivírus para smartphones.

As três reúnem características comuns entre elas e difíceis de encontrar em grande parte das startups brasileiras. Elas conseguiram nos últimos anos atrair aportes financeiros altos, criaram produtos ou serviços que conquistaram uma alta adesão do público e não param de crescer.

Dinheiro e uma boa ideia são realmente uma dupla importante para as startups que esperam deslanchar, mas não são suficientes na visão do fundador do Nubank, o colombiano David Vélez. "O mais importante de tudo é a capacidade de execução. Para mim, 10% é ideia e 90% execução. E ideias complicadas são as melhores. Se você consegue fazer algo difícil tem menos concorrência, contratar pessoas interessadas no projeto fica mais fácil e captar investimento também", diz.

Vélez sabe bem o que é investir em uma ideia complicada. Quando pensou, em 2013, em criar um cartão de crédito sem tarifas, solicitado e gerido via aplicativo, não faltaram pessoas que tentaram desencorajá-lo. Como competir com os cinco grandes bancos do Brasil - que detêm 90% do sistema financeiro - era uma pergunta constante. Hoje, a fintech - nome dado pelo mercado às startups de tecnologia focada em serviços financeiros, cresce 10% ao mês, fechou 2017 com 3 milhões de clientes e, de acordo com analistas de mercado, vale cerca de 800 milhões de dólares. A startup já recebeu quatro rodadas de investimentos nos últimos anos que somaram um aporte de quase 180 milhões de dólares.

Conquistar o título de unicórnio nada mais é que uma "métrica de vaidade" segundo Vélez. Sua meta é fazer com que os produtos da sua empresa consigam estar aqui nas próximas décadas. É continuar crescendo. "Mas não vou comentar muito [sobre quando a empresa deve atingir o valor de mercado de 1 bilhão de dólares] pois quem sabe já aconteceu?", diz ao EL PAÍS.

Eduardo Henrique, cofundador e diretor de novos negócios da Movile sonha com um unicórnio diferente. "O nosso objetivo é chegar em 2020 com um bilhão de usuários. Essa sim é a nossa briga, com o outro não estamos tão preocupados", diz. A meta a ser alcançada é ousada já que atualmente os serviços da Movile têm ao todo 150 milhões de usuários mensais em todo o mundo. Além do Brasil, a startup atua nos Estados Unidos, México, Argentina, Colômbia, Peru e França. Mas a empresa gosta de sonhar grande e vem colhendo frutos: nos últimos 8 anos registrou crescimento anual médio de 60%.

A startup que nasceu em 1998 cresceu fornecendo serviços para as operadoras de celular, como notícias e jovens via SMS. Mas com a queda desse tipo de mensagem, ela precisou se expandir para outras frentes. Lançou o aplicativo PlayKids (uma espécie de Netflix para crianças) e começou a investir em dezenas de startups. Entre as aquisições e fusões, estão: Sympla, Rapiddo, MapLink, Apontador e SuperPlayer. O investimento de maior visibilidade no entanto foi no iFood, aplicativo de entrega de comida em domicílio que é líder de mercado no Brasil, hoje o maior negócio da Movile, a menina dos olhos.

Evoluir para outras frentes foi uma das decisões acertadas da Movile para continuar crescendo. Segundo Vinck de Bragança, porta-voz da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), esse foi também uma das estratégias utilizadas para a 99 traçar o caminho rumo ao grupo dos unicórnios. "A 99 tinha um bom produto, em que as pessoas podiam pedir um táxi via aplicativo. Mas, logo veio o Uber, um grande concorrente, oferecendo carros particulares com um preço mais barato. Eles então tiveram a sacada de juntar as duas coisas: táxi e carros particulares, através da modalidade 99POP. Voltaram a ganhar mercado", explica.

A PSafe também evoluiu e adaptou seu modelo de negócio. A empresa de segurança no mundo de tecnologia começou apostando na plataforma Windows, mas em 2014 mudou para o Android, do Google, e aí sim começou a vingar no mercado. Hoje ela possui um escritório no Vale do Silício e conquistou um porte mundial, concorrendo com empresas chinesas.

Apesar do número de startups ter aumentado nos últimos anos - atualmente são mais de 4.200 registradas na ABStartups -, a quantidade das que sobrevivem por muito tempo ainda é pequena. De acordo com Bragança, não há dados oficiais, mas cerca de 25% delas consegue passar dos dois anos. "Para ter sucesso é preciso encontrar um produto forte com mercado forte também. Mas muitas das startups quebram porque o nível de pressão é muito grande, muitos não possuem maturidade para empreender", diz.

Na visão de Eduardo Henrique, da Movile, os empreendedores brasileiros devem expandir o mercado em outros territórios. "A Argentina, por exemplo, que não tem um mercado interno tão grande como o do Brasil pensam em expandir para o exterior mais que os brasileiros, que, muitas vezes, ficam aqui acomodados". Na avaliação de Henrique, esse foi um dos motivos que levaram o país vizinho a ter dois unicórnios - Mercado Livre e Decolar.com- muito antes que o Brasil.

O atraso brasileiro cai, entretanto, na conta de muitos outros fatores, como a burocracia para abrir uma empresa, regulações,falta de integração das universidades locais com o mercado e também o baixo incentivo do Governo nas startups. "Na China, o maior investidor de startups de tecnologia é o Governo. Há uma política de incentivo para investidores-anjo [pessoas físicas que investem seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento]. Aqui as ações ainda são muito pontuais, não há uma agenda contundente", diz o cofundador da Movile.

Raio X das candidatas a unicórnio

As startups brasileiras que podem repetir o feito da 99: se transformar em unicórnio de 1 bi de dólares

Nubank

David Vélez, fundou em 2014, junto com Edward Wible e Cristina Juqueira, a startup baseada no uso de tecnologia, que nasceu oferecendo cartões de crédito- roxinhos - sem anuidade, sem tarifas e com taxas de juros mais baixas do que as praticadas pelo mercado brasileiro. Tudo 100% digital. O cliente abre uma conta por meio do aplicativo no celular, pede o cartão e recebe em menos de cinco dias.
 
No fim de 2017, a fintech deu o primeiro passo para se transformar em um banco e criou a NuConta. Uma conta bancária no qual o dinheiro passa a render automaticamente em uma taxa indexada aos títulos públicos, mais rentável que a poupança.
 
Funcionários: 850
 
Estimativa de valor de mercado: 800 milhões de dólares
 
Principais investidores: Sequoia Capita, Founders Fund, Tiger Glval Management e DST Global.

Movile

A Movile é a empresa por trás de alguns dos maiores aplicativos brasileiros: iFood, Sympla e Play Kids. A startup que foi criada em 1998 (chamava-se Compera) por Fabrício Bloisi cresceu fornecendo serviços para as operadoras de celular, como notícias e jovens via SMS.
 
Funcionários: 1.600
 
Estimativa de valor de mercado: 800 milhões de dólares
 
Principais investidores: Naspers e Innova Capital

PSafe

Fundada em 2011, por Maco DeMello, a Psafe oferece aplicativos de segurança usados para encontrar vírus e outras ameaças de segurança em smartphones e tablets com sistema operacional Android. Ao oferecer o aplicativo de forma gratuita, a empresa ganha dinheiro ao exibir publicidade aos usuários do serviço.
 
Estimativa de valor de mercado: 500 milhões de dólares
 
Principais investidores: Pinacle Ventures. Qihoo 360 Technology

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/17/economia/1516221676_427405.html
Acesso: 24 jan. 2018.

sábado, 20 de janeiro de 2018

O HOMEM OBSOLETO



      No filme O Exterminador do Futuro, um computador altamente inteligente se torna autoconsciente e começa um holocausto nuclear, que aniquila a raça humana, deixando algumas poucas almas valentes para combater os robôs. A data fictícia do catastrófico evento, agosto de 1997, passou sem que ocorresse essa distopia tecnológica.

      No entanto, embora não devamos temer que as máquinas terminem com nossa vida, o medo de que acabem com nossos meios de subsistência é cada vez maior.

       O temor é baseado na observação de que cada vez mais máquinas ou sistemas de computadores executam tarefas até então consideradas exclusivas do ser humano. Quando os computadores assumirem todos os trabalhos, o que nós faremos? Terminaremos como os cavalos, anteriormente importantes “trabalhadores”, mas substituídos há tempos por máquinas?

       Essas previsões sombrias surgem da falta de entendimento dos princípios econômicos. Na economia, o preço (o salário, no caso do emprego) varia para assegurar que a oferta se iguale à demanda e que existam poucos recursos subutilizados. Portanto, o problema não será de desemprego, e sim de desigualdade — caso as ocupações sejam desigualmente substituídas por computadores.

       Por que o desenvolvimento tecnológico é causa de maior desigualdade? A resposta está na atenção dada às tarefas. Categorizar os profissionais pelo que fazem se torna uma distinção importante: alguns realizam tarefas manuais rotineiras (como caixas de lojas, operários de fábricas, caixas de banco), enquanto outros executam tarefas intelectuais não rotineiras (escritores, cientistas, CEOs).

       Os computadores podem realizar as tarefas manuais rotineiras facilmente, tomando o lugar dos trabalhadores que as desempenham. Mas os empregados intelectuais não são facilmente substituíveis — e, na verdade, produzem mais graças aos computadores, seja porque conseguem mais informações, seja porque podem distribuir o resultado de seu trabalho de forma mais simples. Essa distinção é um potente prognosticador dos trabalhos que serão substituídos pelas máquinas.

       Por conseguinte, sempre existirá emprego suficiente. A questão é se nós, como sociedade, estaremos dispostos a aceitar os desiguais salários dos mercados resultantes. O que podemos fazer para evitar que o desenvolvimento tecnológico deixe para trás algumas partes da sociedade?

       A solução deve ser a educação e a contínua atualização das pessoas, de modo a garantir que todos possam se beneficiar da tecnologia e que ninguém termine como um “cavalo”.
 
Morten Olsen é professor de economia do Iese Business School.

Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/o-homem-obsoleto/
Acesso em: 20 jan. 2018.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

EXPANSÃO DE EMPREENDIMENTOS DE BRONZEAMENTO NA LAJE

A expansão do grande império da marquinha

      Drica passou os primeiros dias de 2018 olhando para cima, inconformada com a chuvarada que fechou o céu de Belo Horizonte. Lá na laje da sua casa, no ironicamente bairro Céu Azul, 20 quilômetros do centro da capital mineira, sol brilhando é commoditie básica para o negócio que ela vende: marquinhas de biquini perfeitas. Por isso, na falta de uma modelo tostando em cima de uma espreguiçadeira, vai mostrando suas habilidades em um manequim de plástico mesmo. Sem interrupções, leva 10 minutos para desenhar parte de cima e de baixo, mas com o céu nublado está sem pressa. Puxa uma ponta da fita isolante preta, corta um pedaço grande, faz uma alça, depois outra. Aos poucos, vai colando no manequim o biquini com que, diz, trabalha faz uns cinco anos. Muito antes do negócio do bronzeamento com fita isolante ganhar fama.

      Nacionalmente, tudo começou em 2016 com a Érika Bronze. A partir de sua laje no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, onde coloca as mulheres para tomar sol com os agora famosos biquinis de fita isolante, ela virou assunto de um sem número de jornais e revistas. Até que a laje, seus biquinis e ela própria foram parar no clipe Vai Malandra, da Anitta, que foi lançado em dezembro do ano passado e já tem mais de 100 milhões de visualizações. Em Belo Horizonte, na vida da Drica Muniz, contudo, nada disso é novidade. Ela diz que conheceu a técnica da fita tem mais de 10 anos lá em Goiás – “onde a mulherada é mais vaidosa do que em qualquer canto” –, e que, apesar da fama das lajes cariocas, a coisa não começou por lá.

      A Érika Bronze, diz a Drica, é só mais uma das centenas de personal bronze – “esse é o nome dessa profissão que eu amo tanto” – que existem espalhadas pelo Brasil. Ela mesma, faz parte de um grupo de WhatsApp em que há mais de 100 profissionais trocando ideias sobre loções, fitas, novas técnicas, cursos e clientela. Tem gente de Sergipe, Ceará, do interior de São Paulo e da capital federal, Brasília. Mas depois do clipe na laje da Érika o movimento melhorou? “Melhorou, claro, mas aí veio a chuva no melhor do verão e a coisa está parada. Eu dependo do sol pra trabalhar”, diz. E você gosta da Anitta? “Tive que aprender a gostar!”, dá risada.

      Drica é metódica e vai explicando sua rotina de trabalho, que vai de domingo a domingo, enquanto monta o biquini no manequim. Primeiro ela pede para a cliente mandar uma foto, analisa a tonalidade da pele e define o horário do bronze. “Pele clara tem que chegar às 7h da manhã e só pode ficar 40 minutos no sol, pele morena pode vir a partir das 9h e pode ter até uma hora de exposição”, explica. O bronze nunca pode passar do meio dia, quando o sol fica mais forte. As partes íntimas e sensíveis ela protege com TNT colante e, por cima, coloca fita isolante colorida, porque esquenta menos. A preta, que realça mais o bronze, só vai onde não há perigo de queimadura. As fitas são todas compradas via correio de um distribuidor de Goiás, que já as vende cortadas ao meio, assim, desenhar o biquini fica mais fácil. Em uma manhã já chegou a colocar 25 mulheres na laje.

      No corpo das clientes, ela aplica parafina ativadora – “tudo licenciado pela Anvisa”, realça –, e não deixa ninguém tomar sol no rosto, onde coloca protetor solar e protege com uma viseirinha. Antes de tudo, também faz o banho de lua, ou seja, descolore os pelos das clientes. Durante o bronze, tem duas assistentes que regam as clientes para hidratar, igualzinho no clipe da Anitta. Só que na laje da Drica só entra mulher, assim fica todo mundo mais à vontade. Para beber, ela oferece água gelada e recomenda que um dia antes a cliente prepare um suco verde – “a receita é maçã, água de coco e folha de couve, bem melhor para o bronze perfeito do que cenoura ou beterraba”. Depois da sessão tem banho de ducha e tudo sai por 100 reais. Mas isso é na Drica. Hoje, preço e rotina de bronzeamento variam de laje para laje. E elas não param de surgir em todo o Brasil.

      No grupo de WhatsApp Melhores Bronze Brasil, por exemplo, a Drica troca mensagens com a Fran, a Francisca Gonçalves, que é só uma das muitas personal bronze de Goiás. Ela trabalha em Aparecida de Goiânia, município colado à capital do estado, atende poucas clientes em sua própria casa, também diz que a técnica da fita começou em Goiás, mas não sabe dizer ao certo onde. As duas também falam sobre biquinis e ativadores de parafina com a Nair Ambrosio do Nascimento, que há dois anos trabalha na região de Jaboticabal, no interior de São Paulo. Nair conta que por semana está faturando entre 2.000 e 2.300 reais, mas que depois do clipe da Anitta deixou de reinar absoluta. Em Taquaritinga, município de cerca de 50.000 habitantes próximo a Jaboticabal, por exemplo, ela era a única personal bronze, mas desde Vai Malandra já surgiram 4 concorrentes. “Tudo bem, porque a clientela também não para de crescer”, diz.

      Cada uma trabalha ao seu modo, mas é a Nair quem resume bem: falar sobre o Brasil hoje e não citar marquinha de fita, funk e Anitta é impossível. Na laje do interior de São Paulo, ela vê muita mulher casada que vai em busca do bronze perfeito seguindo pedidos dos maridos e diz até que a marquinha é hoje a principal responsável por reatar casamentos. A Drica, por sua vez, que já trabalha até com tatuagens de estrelinha feitas pelo bronze, coloca a obsessão nacional pelo bronzeamento na conta da  sensualidade do povo brasileiro. Seja como for, depois deste verão, se a chuva permitir, as lajes do Brasil, antes reduto exclusivo de churrascões, nunca mais serão as mesmas.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/10/cultura/1515612703_626750.html
Acesso em: 18 jan. 2018.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

“ACORDO DA PETROBRAS NOS EUA PREJUDICA ACIONISTA BRASILEIRO DUAS VEZES”, ENTREVISTA COM ÉRICA GORGA



Érica Cristina Rocha Gorga é doutora em Direito Comercial pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (2005) e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1999). Foi docente da graduação e do programa de pós-graduação em Direito da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Direito GV), onde lecionou cursos sobre Mercado de Capitais, Títulos de Crédito, Fusões e Aquisições Internacionais e Governança Corporativa Comparada (2006-2015). Foi Associate Research Scholar in Law and The John R. Raben/Sullivan & Cromwell Executive Director for the Yale Law School Center for the Study of Corporate Law, na Yale Law School (2013-2015). Foi Visiting Professor e lecionou na Vanderbilt Law School (Fall 2012).Foi Visiting Professor e lecionou na Cornell Law School (Fall 2007 e Fall 2008). Foi Visiting Scholar na Vanderbilt Law School (Out. 2010). Foi Lecturer e lecionou na University of Texas School of Law (Spring 2006). Foi Visiting Scholar na Stanford Law School (Fall 2002-Spring 2003). Apresentou trabalhos e proferiu palestras em diversas universidades internacionais, incluindo Harvard Law School, Columbia Law School, Stanford Law School, Cornell Law School, Vanderbilt Law School, entre outras. Advogada em São Paulo. É autora de artigos publicados no Brasil e no exterior. Sua área de atuação abrange Direito Comercial, com ênfase em Direito e Economia, desenvolvendo pesquisas principalmente nas seguintes áreas: direito societário, mercado de capitais, fusões e aquisições, títulos de crédito e governança corporativa.

A Petrobras anunciou, no início do mês, ter chegado a um acordo bilionário para encerrar um processo coletivo movido por investidores americanos que alegam terem sofrido prejuízos com os escândalos de corrupção da petroleira, notadamente o descoberto pela Operação Lava Jato. A estatal deve compensá-los com 2,95 bilhões de dólares (cerca de 9,6 bilhões de reais). O acordo é um dos maiores da história dos Estados Unidos.
Na avaliação da advogada e pesquisadora da Universidade de São Paulo Érica Gorga, o acerto feito pela estatal pode ser considerado um aprendizado ao combate à corrupção, mas acaba afetando duplamente os investidores brasileiros. Para Gorga - que atuou como perita no processo dos investidores minoritários americanos - além de deixar de fora os acionistas brasileiros, a Petrobras precisará desfazer de patrimônio da companhia, que pertencia a todos, para indenizar apenas um grupo. A advogada acredita, no entanto, que o precedente gerado na Justiça americana deve gerar uma onda de ações no Brasil.

Pergunta. Qual será o impacto deste acordo para a Petrobras? Já se falou que a estatal pode comprometer o pagamento de dividendos. A indenização acontece também em um momento que ela foi autuada pela Receita Federal em 17 bilhões de reais….

Resposta. O que a Petrobras tem feito é vender ativos, de patrimônios que eram também de acionistas. A questão que precisa ficar clara é que ela está desfazendo de patrimônio, inclusive mobilizado, para arcar com uma indenização que será paga apenas a um grupo de acionistas, os que compraram papéis no exterior. É o que chamamos de investidores internacionais. Ela está afetando duas vezes os acionistas brasileiros, já que não os indenizou pela corrupção e ela desfaz de patrimônio da companhia, que pertencia a todos, para indenizar um grupo. Você tem um efeito circular de transferência de renda, de riqueza, de um grupo de acionistas brasileiros que adquiriu papéis no Brasil para o grupo de acionistas que adquiriu ações no exterior. Acho que esse é o ponto mais relevante. É um grande aprendizado para nós em termos de combate à corrupção, mas combater a corrupção não é só devolver patrimônio desviado ao Estado, é importante distribuir o patrimônio desviado as pessoas privadas.

P. O direito americano protege mais os acionistas?

R. Sem dúvida. Nesse caso específico fica claro que o direito americano é mais protetivo dos direitos dos acionistas minoritários e dos pequenos investidores. É um fator da proteção jurídica que passa tanto pelas leis, pela jurisprudência americana, como pela rapidez do Judiciário. Esse caso mostra a eficiência do judiciário em apurar uma decisão, ainda que tenha sido um acordo. Mas se não tivesse rapidez da Justiça, esse acordo ainda nem teria saído, o que acontece aqui no Brasil várias vezes. Empresas são processadas e ficam postergando aquele processo por anos a fio. Pedindo inúmeros recursos para postergar ao máximo uma demanda. Este acordo nos Estados Unidos foi celebrado com uma rapidez, no fim do ano, o que mostra que os grupos envolvidos no caso trabalharam Natal e Ano Novo, o que é raro aqui. O que me parece muito incompleto no Brasil é que o combate tem privilegiado somente a proteção do patrimônio público e não aquele privado, que foi investido e que foi desviado. As pessoas privadas também perderam e merecem ser indenizados num esforço de combate a corrupção global. O Estado não pode simplesmente fechar os olhos para as perdas das pessoas privadas e apenas enxergar a sua própria perda. Acho que isso fica de aprendizado para nós.

P. Já tiveram muitos outros casos de empresas brasileiras pagando indenizações a acionistas estrangeiros?

R. A Petrobras foi a terceira companhia processada nos Estados Unidos. As primeiras foram a Sadia e a Aracruz Celulose, por conta da queda dos preços dos papéis na crise financeira do subprime [desencadeada em 2007], envolvendo a questão dos derivativos cambiais. Elas investiram apostando na queda do dólar e a moeda norte-americana acabou subindo. As duas perderam bilhões. Naquela ocasião, as duas companhias já tinham sido processadas por investidores estrangeiros que tiveram prejuízo com a queda das ações e alegaram que as informações que as empresas divulgavam estavam incompletas. E aconteceu o mesmo que agora: apenas os acionistas estrangeiros foram indenizados. E a Petrobras foi a terceira companhia a ser processada lá fora, depois dela, outras estão sendo processadas também.

P. Acredita que, desta vez, pela dimensão do caso, e com o precedente americano pode haver uma onda maior de ações dos acionistas minoritários brasileiros?

R. Acho que deveria gerar uma onda de ações. Já vemos diversas associações se mobilizando. Ficou muito claro para o acionista nacional o quão pouco protegido é o seu investimento. No caso da Petrobras, teve o agravante da compra de ações por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Governo abriu uma exceção nas regras do Fundo para que as pessoas adquirissem papéis da Petrobras. Então foi muito grave. Inclusive, tenho sustentado que é um caso de crime contra a economia popular. Não divulgar todas as informações do que acontecia na mesma época que você chama a população que tem o fundo a depositar na Petrobras. A estatal é uma sociedade de economia mista com a maioria das ações votantes retidas pelo Estado, pela União Federal. Então temos uma relação de corresponsabilidade. A empresa é responsável porque a chamada é feita pela pessoa jurídica, mas a União Federal também é por ser o acionista controlador. É o caso de um questionamento de até que ponto você poderia responsabilizar a União Federal. 

P. A diferença entre acionistas minoritários brasileiros e estrangeiros não torna o Brasil menos atraente para investir em ações?

R. Sim, isso é o que explica a vantagem competitiva americana e a capacidade de retomada econômica americana, a recuperação do mercado de ações americanas. Eles sofrem uma crise de subprime e logo depois recuperam, pois não usam o argumento de que as companhias eram vítimas. Isso dá segurança ao mercado e ele sabe que se alguma companhia fizer alguma coisa errada com o dinheiro captado, ela será considerada responsável e terá que indenizar. Portanto, todos têm mais confiança em investir em novas companhias.

P. Cerca de dois terços dos papéis da Petrobras foram adquiridos na B3 (a bolsa de São Paulo) e apenas um terço na Nyse (a bolsa de Nova York). Um acordo nas mesmas bases no Brasil resultaria em aproximadamente 20 bilhões. A Petrobras conseguiria pagar?

R. Não sei exatamente a proporção do capital da Petrobras negociada no Brasil, mas a maior parte do capital é negociada aqui e teria que ser uma indenização maior proporcionalmente. Você precisa tratar os acionistas da mesma forma. É claro que você exclui as ações dos controladores, que é o Estado que tomou as decisões em razão de votos de ex-ministros e de agentes de Estado que compunham a companhia. Agora aqui eles tem uma estratégia orquestrada no sentido de defender no Brasil que a Petrobras é vítima, tanto é que eles pediram para constar no acordo com os acionistas americanos sua condição de vítima do esquema de corrupção. Sendo vítima, ela não deveria indenizar no Brasil, obviamente não concordo com essa leitura, porque não acredito com essa tese. Não existe essa figura no direito privado brasileiro. Isso é algo que nasceu agora dentro da Lava Jato. Empresa não é vítima, ou ela atuou de acordo com os deveres e obrigações dela, ou ela não atuou. No caso, ela não atuou. Toda a discussão deve ser feita no âmbito do direito privado e não no do criminal. Parece que há uma confusão muito grande, inclusive alimentada por alguns procuradores da operação, como se o texto no processo criminal fosse o mesmo no processo cível. Ela é vítima em relação ao Paulo Roberto da Costa, em relação ao Nestor Cerveró, quando você analisa a relação de uma companhia que teve seus recursos desviados pelos administradores. Mas aí a relação é dual, você está analisando a companhia e seus administradores. Isso não tem discussão, o que tem é investidor e companhia. Nessa relação ela é responsável por tudo que ela faz com o capital, por o que ela capta. E o que ela fez foi se apresentar como uma pessoa idônea.

P. O acordo acabou sendo, de alguma maneira, positivo para a Petrobras já que se falava em um valor de indenização maior?

R. Acho que depende da perspectiva. A Petrobras estava se colocando como vítima do processo. Se ela acreditasse veementemente na vitória dessa tese, ela não teria feito o acordo e não pagaria nada. É extremamente contraditório o discurso da ação. Mas em um aspecto negocial você aceita pagar um acordo bilionário se você tiver o receio de que haja uma condenação e que leve a empresa pagar um valor ainda superior ao que você está propondo pagar. Foi essa a lógica da empresa. E, por essa perspectiva, a defesa da companhia não prosperou. O grande benefício seria não ter feito nenhum acordo, seria ter sido uma companhia que não tivesse lesado os investidores, que tivesse agido com as práticas de governança que ela divulga desde sempre. Acho que a avaliação precisa ser feita num cenário realista, é óbvio que um processo desse tamanho tem custos para a continuidade, fazer o julgamento de um processo desses é muito caro.

P. Alguns analistas apontam que além do escândalo da Petrobras, os papéis da estatal variaram muito de acordo com a cotação internacional do preço do petróleo.

R. É um fato que o valor do petróleo caiu, mas a pergunta é: como essa queda impactou os papéis de todas as petroleira? O que se precisa analisar é se as ações da Petrobras caíram mais que os das outras petroleiras. E aí você consegue isolar o efeito da corrupção. O raciocínio é por aí. De tudo que estudei do caso, não acredito que só a queda do petróleo explica a queda dos papéis. Não é essa a análise. O que afeta a Petrobras mais que as outras petroleiras foi a questão dos superfaturamentos dos ativos. A Petrobras já tinha reconhecido tanto no balanço perdas diretas com corrupção como impairments [desvalorização dos ativos] em relação a 2015 e 2016. Ela já tinha reconhecido, então acho que na análise é preciso levar os dois fatores: preço do petróleo que afetou toda a indústria e o fato corrupção.

domingo, 14 de janeiro de 2018

BITCOIN CAIU PARA US$ 12.800 APÓS BOATOS SOBRE CORÉIA DO SUL



       O preço do Bitcoin despencou para seu menor valor em 2018, depois do ministro da Justiça da Coreia do Sul ter proposto um encerramento completo de todas as exchanges de criptomoedas no país.
Em uma conferência de imprensa hoje, o ministro da Justiça da Coreia do Sul, Park Sang-ki, declarou com citações relatadas pela publicação local Yonhap News:
“O ministério está preparando uma legislação que basicamente proíbe todas as transações com base em uma moeda virtual através de exchanges. Temos grandes preocupações sobre a moeda virtual [a mania] e [um encerramento] seria um dos objetivos que buscamos “.
       A própria proposta de uma proibição em todo o mercado de negociação de criptomoedas foi sugerida pela primeira vez pelo Ministério da Justiça há quase um mês atrás. Houve “discussão suficiente” entre agências governamentais, incluindo o Ministério das Finanças e outros reguladores financeiros, antes da proposta de uma ampla proibição, um funcionário da imprensa disse à Reuters.

       A Coreia do Sul está entre os maiores mercados de criptomoedas do mundo, particularmente para as principais moedas, como o bitcoin, Ethereum, ripple e bitcoin cash e diversas outras altcoins.

Medo e Incerteza fazem com que o preço das criptomoedas caiam

       O mercado reagiu negativamente a notícia e em menos de 3 horas o preço do bitcoin saiu de US$ 14.800 para US$ 12.800. No momento ele opera perto dos US$ 13.600.

       Nesse momento, praticamente todas as criptomoedas do mercado estão operando em queda. Além disso, o valor me mercado total das criptomoedas atingiu seu menor valor em 2018, apenas US$ 670 bilhões.

Ministério da Estratégia e Finanças da Coreia do Sul divulga declaração oficial

       O Ministério da Justiça da Coreia do Sul reafirmou que continua a elaborar o seu projeto de lei de fechamento das exchanges de criptomoedas, que está em andamento desde 13 de dezembro.
Em um comunicado, o procurador-geral da Coreia do Sul Park Sang-ki disse:
“O Ministério da Justiça da Coreia do Sul está considerando o fechamento da negociação de criptomoedas para manter sob controle a especulação dos investidores”.
       O Ministério da Estratégia e Finanças da Coreia do Sul saiu e disse que não concorda com a declaração prematura do Ministério da Justiça sobre uma potencial proibição de das exchanges de criptomoedas.

       Em uma coletiva de imprensa, o Ministério da Estratégia e Finanças disse aos repórteres locais que ouviu pela primeira vez a proibição através das notícias na mídia. A força-tarefa das criptomoedas onde participam o banco central, o Ministério das Finanças, o Ministério da Justiça e outras agências não concordaram com a proposta.

]       O Ministério da Estratégia e Finanças da Coreia do Sul enfatizou que não concorda com a proposta do Ministério da Justiça.
Nós não compartilhamos os mesmos pontos de vista que o Ministério da Justiça sobre uma possível proibição das exchanges de criptomoedas.
       A principio, isso foi apenas uma informação jogada que trouxe medo e incerteza para o mercado, coisa bem comum de acontecer nesse meio.
Atualmente o mercado da Coreia do Sul representa uma parcela muito significativa do mercado mundial de criptomoedas e dificilmente eles tomariam tal atitude.

BitcoinTrade

       A primeira plataforma Brasileira que você pode comprar com segurança utilizando o seu Cartão de Crédito como forma de pagamento. Eles aceitam Visa e Mastercard. A BitcoinTrade ainda conta com certificação de segurança PCI Compliance, a única no Brasil.
Fonte: https://portaldobitcoin.com/bitcoin-caiu-para-us-12-800-apos-boatos-sobre-coreia-do-sul/
Acesso em: 14 jan. 2018.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA NÃO IRÁ REVERTER CORTE DE RATING DO BRASIL



      Apesar de creditar o corte de rating do Brasil à demora na aprovação das reformas, a agência de risco Standard & Poor's disse que nem a aprovação da reforma da Previdência ainda este ano vai reverter o corte realizado. A informação foi dada por Lisa Schineller, diretora-gerente para ratings soberanos da S&P.

      "Mesmo no melhor cenário, a reforma da Previdência não melhora muito a situação fiscal no curto prazo", explicou ela. A diretora reforçou o que estava no relatório da véspera, dizendo que o governo de Michel Temer conseguiu fazer muitos avanços na economia, mas destacou que o progresso não foi rápido o bastante para conter a deterioração fiscal.

      Lisa também falou sobre a questão da "regra de ouro", que ganhou destaque com a tentativa do governo de mudar a regra. Segundo ela, existe uma incapacidade do governo em atacar restrições no orçamento da União.

      Do lado positivo, a diretora citou o combate à corrupção no Brasil, o ganho de credibilidade do Banco Central com o mercado financeiro e os avanços no setor externo. Lisa disse que a economia tem se estabilizado, mas que não devemos ver uma reação tão rápida quanto foi a recessão nos últimos anos.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/7205872/aprovacao-reforma-previdencia-nao-ira-reverter-corte-rating-brasil-diz
Acesso: 12 jan. 2018.
Aprovação da reforma da Previdência não irá reverter corte de rating do Brasil, diz S&P - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/7205872/aprovacao-reforma-previdencia-nao-ira-reverter-corte-rating-brasil-dizApesar de creditar o corte de rating do Brasil à demora na aprovação das reformas, a agência de risco Standard & Poor's disse que nem a aprovação da reforma da Previdência ainda este ano vai reverter o corte realizado ontem. A informação foi dada por Lisa Schineller, diretora-gerente para ratings soberanos da S&P, em teleconferência realizada nesta sexa-feira (12). "Mesmo no melhor cenário, a reforma da Previdência não melhora muito a situação fiscal no curto prazo", explicou ela. A diretora reforçou o que estava no relatório da véspera, dizendo que o governo de Michel Temer conseguiu fazer muitos avanços na economia, mas destacou que o progresso não foi rápido o bastante para conter a deterioração fiscal.
Lisa também falou sobre a questão da "regra de ouro", que ganhou destaque nos últimos dias com a tentativa do governo de mudar a regra. Segundo ela, existe uma incapacidade do governo em atacar restrições no orçamento da União.
Do lado positivo, a diretora citou o combate à corrupção no Brasil, o ganho de credibilidade do Banco Central com o mercado financeiro e os avanços no setor externo. Lisa disse que a economia tem se estabilizado, mas que não devemos ver uma reação tão rápida quanto foi a recessão nos últimos anos.
Aprovação da reforma da Previdência não irá reverter corte de rating do Brasil, diz S&P - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/7205872/aprovacao-reforma-previdencia-nao-ira-reverter-corte-rating-brasil-diz