A
miséria intelectual dos economistas de mercado
Artigo de Lara Resende desmascara uma farsa: já não há sustentação teórica alguma para
defender juros altos — apenas o interesse da aristocracia financeira
Por Felipe
Calabrez | Imagem: Theodor
Rombouts, O
Arrancador de Dentes (1635)
Um
artigo recentemente publicado no Valor Econômico atraiu a atenção de parte dos
economistas e jogou lenha na fogueira do debate
macroeconômico nacional. Sob o provocante título “Juros e Conservadorismo
Intelectual”, André Lara Resende apresenta o debate dito de fronteira da
disciplina e que apresentaria achados contraintuitivos e reveladores: O primeiro foi revelado por estudos
que analisaram a política do Quantitative
Easing na Europa pós-2008. A medida de estímulo à economia por meio
do aumento da oferta de moeda revelou, ao contrário do que defendia a Teoria
Quantitativa da Moeda, que não
produz sempre e necessariamente efeitos inflacionários. De acordo com Resende, as versões
dessa teoria, já desacreditadas, deveriam ser enterradas de vez.




