7 previsões para o mercado de trabalho brasileiro em 2017
De home office a políticas de remuneração, veja 7 temas que deverão mudar (ou não) na atitude dos empregadores, segundo especialistas da Hays
São
Paulo — O mercado de
trabalho brasileiro não deve
se comportar em 2017 de forma muito diferente de como foi em 2016. As
contratações seguirão em ritmo moderado, mas deve aumentar a empregabilidade de profissionais versáteis, dispostos
a absorver novas funções nas empresas.
O
diagnóstico é da Hays, consultoria especializada em recrutamento de
talentos. Assertividade na comunicação, currículos embasados em dados
concretos e disposição para aprender são os segredos de quem consegue
boas ofertas profissionais em meio à crise econômica, segundo a instituição.
Confira a seguir 7 previsões da Hays
para o mercado brasileiro neste ano:
1.
Quem joga no “ataque” será mais procurado (mas a “zaga” também será vital)
Num paralelo com o futebol, posições da “linha
de frente” das empresas, ligadas ao desenvolvimento de novos negócios, estarão
em alta. Profissionais que contribuem para a estratégia na área comercial, por
exemplo, serão considerados essenciais em 2017, sobretudo em empresas de
consumo como a indústria
de alimentos e bebidas.
Por outro lado, a “zaga” do time também está
em evidência. Executivos da área financeira, que ajudam a enxugar custos e
aplicar o orçamento de forma estratégica, estão na lista de prioridades das
companhias. Segundo Rodrigo Soares, diretor da Hays, a demanda por profissionais de compliance também
seguirá forte em 2017, sobretudo em multinacionais.
2.
Na área de TI, a palavra de ordem será “segurança”
Na esteira de uma tendência global, as
empresas com operação no Brasil buscam cada vez mais profissionais de
tecnologia da informação capazes de combater crimes cibernéticos, mas também
aptos a avaliar riscos — e construir mecanismos para reduzi-los.
“Com o aumento do comércio eletrônico, cresce
também a proporção de
fraudes, portanto a demanda por profissionais de segurança da
informação também se aplica ao Brasil”, explica Soares.
3.
Disputa pelos mais qualificados ficará mais acirrada
De acordo com os especialista da Hays, “a
escassez de profissionais qualificados é sentida especialmente em grandes polos
industriais, como o Vale do Paraíba, São Paulo (capital e interior, sobretudo
Campinas e região), região sul (pela presença da indústria automobilística, que
precisa criar novas alternativas de negócio) e nordeste (que carece de mão de
obra específica).
Nessas regiões e em alguns setores, como o
agronegócio, a atratividade de profissionais bem capacitados aumentará ainda
mais em 2017, garantem os especialistas da consultoria.
4.
Busca por vagas fora do Brasil tende a crescer
Em 2016, o interesse por trabalho no exterior
aumentou — e deve continuar crescendo neste ano. Segundo o mais recente guia
salarial Hays-ESPM, mais de 75% dos brasileiros de 25 a 40 anos e quase
68% das pessoas de 31 a 40 anos aceitariam uma vaga fora do Brasil.
“Empresas que têm unidades em outros países
estão promovendo a alocação de brasileiros no exterior, com o objetivo de
promover um intercâmbio de conhecimentos tecnológicos”, diz Soares.
5.
Salários e benefícios devem se manter estáveis
O ano de 2016 foi de reestruturação para a
política de remuneração de muitas empresas: de forma geral, novos funcionários
começaram a trabalhar com salários mais baixos. Por isso, afirmam os
especialistas da Hays, as negociações sobre remuneração e benefícios não
devem sofrer grandes pressões em 2017.
“Quem continuou no mercado e não teve seu
salário alterado precisou assumir novas áreas, o que exigiu competências
adicionais e justificou seus ganhos”, diz o diretor da consultoria.
6.
Empregadores precisarão flexibilizar horários e local de trabalho
Tradicionalmente resistentes ao home office,
muitas empresas devem mudar de ideia quanto à modalidade em 2017, e não apenas
por questões ligadas à difícil mobilidade nas metrópoles, mas também pela
oportunidade de reduzir custos.
Baias comunitárias também tendem a substituir
estações fixas de trabalho, pela capacidade de gerar maior interação entre os
diversos departamentos.
7.
Os processos seletivos serão mais rápidos
Com vistas na redução de custos, muitas
empresas continuarão organizando processos seletivos por conta própria em 2017.
Ainda assim, uma boa parte das companhias buscará terceirizar o recrutamento.
Graças à especialização do consultor em
determinados setores de atuação, diz a Hays, os processos devem ganhar
agilidade e durar menos tempo.

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