Criatividade e inovação - O verdadeiro diferencial das empresas
O ambiente competitivo atual tem sido regido pela transformação
tecnológica, globalização, competição acirrada e extrema ênfase na relação
custo-benefício, qualidade e satisfação do cliente, exigindo um foco muito
maior na criatividade e na inovação como competência estratégica das
organizações. Competência estratégica essa que se não for rapidamente
priorizada e incrementada, a organização tenderá a ficar obsoleta tal é a
rapidez das mudanças e da implementação de novos serviços e produtos.
No passado, o que imperava era o valor da padronização dos processos de
trabalho, mas agora o cerne são as pessoas, como assimiladoras e criadoras do
conhecimento que as organizações precisam para serem competitivas. Estamos no
terceiro milênio! Os concorrentes estão em qualquer lugar não mais reduzidos a
aspectos geográficos, não há fronteiras e, dessa forma inicia-se um processo de
revitalização dos seres humanos e de sua capacidade criativa, conhecedora e de
aprendizagem constante diferenciando-o através dos seus talentos.
As pessoas, hoje, têm acesso a muita informação, seja por meio da televisão,
dos jornais, de revistas, da Internet, dos telefones ou da mídia. Porém, a
forma de se utilizar e combinar tudo o que se tem disponível diferentemente do
concorrente é que pode significar lucros para a empresa.
Mas como incentivar e expandir essa competência pelo maior número possível de
pessoas na empresa? A primeira etapa é concernente ao formato de gestão da
própria organização. Se ela não permitir o afloramento destas características
nos seus colaboradores, a criatividade ficará latente ou apenas restrita aos
projetos pessoais de cada um, mas não terá lugar na sua vida profissional.
Criatividade e inovação são importantes? Qualquer organização dirá que sim!
Afinal num mundo mutante, a estagnação é a entropia! Mas há coerência entre o
discurso e a ação? Aí é uma outra conversa... E esta incoerência pode
manifestar-se de várias formas: o líder que não ouve aquela idéia do seu
colaborador, porque sempre no momento está muito ocupado, ou até permite que o
colaborador exponha, mas continua seus afazeres olhando os seus e-mails ou
fazendo outras atividades no computador, sem dar a menor atenção ao que o outro
fala. O paradoxo pode se manifestar, também, através daquela reunião (que na
verdade é uma exposição unilateral da liderança) e que não se dá lugar a
questionamentos, perguntas ou abertura a sugestões dos colaboradores, ou seja,
são aspectos não ditos, mas captáveis de que não se valoriza a participação, a
liberdade de expressão e a contribuição das idéias das pessoas na empresa.
Outros aspectos que inibem o desenvolvimento da criatividade são, por exemplo,
a falta de reconhecimento ao colaborador ou à equipe que fez um excelente
trabalho, um clima de muita pressão e estresse para a obtenção de resultados a
curto prazo, a falta de flexibilidade das lideranças, o conflito entre equipes de
trabalho, a falta de estímulo a trabalhos de equipes inter-funcionais, poucos
treinamentos ou estes são deficientes, a ausência de aprovação de recursos para
a implantação de novas idéias. Ou seja, uma empresa que sabe da importância de
se oferecer produtos e serviços inovadores, porém que não propicia um clima
organizacional que facilite a criatividade e a inovação.
E, por outro lado, como expandir a capacidade criativa nas pessoas?
Algumas pessoas fazem as mesmas coisas e de forma repetida todos os dias e isso
significa que o mesmo dia vai se repetindo indefinidamente por todos os dias da
vida com diferenças mínimas. A mesma rotina, os mesmos lugares, as mesmas
pessoas, os mesmos hábitos, o mesmo conhecimento, o mesmo trabalho, o mesmo
caminho, os mesmos programas e, assim por diante. Dessa forma, é difícil
inspiração para que a criatividade deixe de ficar submersa!
Se a pessoa quer ser criativa, deve fazer coisas diferentes todos os dias!
Mudar o seu ambiente de trabalho, mudar alguma coisa no seu lar, ver novos
filmes, ir a novos lugares, falar com novas pessoas, ler livros variados. Na
medida em que a mente fica exposta a novidades, há estímulo, a observação fica
mais aguçada e é mais fácil fazer novas conexões entre as idéias.
Por outro lado, quando a pessoa tem paixão pelo trabalho que realiza, a
criatividade manifesta-se mais espontaneamente, já que a tarefa é sentida
prioritariamente como prazerosa, acima do dever, da obrigação.
O autodesenvolvimento com conhecimento não apenas na área de atuação, mas em
outros temas, amplia os horizontes e ajuda, também, nas conexões de idéias
variadas. Cabe ressaltar também a habilidade de se trabalhar em equipe, já que
muitas vezes as idéias pegam “carona” umas com as outras e a sinergia do
trabalho de um grupo coeso e diversificado em suas capacidades é muito maior do
que a soma do intelecto dos indivíduos que o compõe.
Porém, algumas pessoas conseguem implementar suas idéias e outras não. Por que
não? Porque têm receio de se expor, medo do grupo social, de parecerem
ridículas e acabam acomodando-se. Para implantar uma idéia criativa é preciso
acima de tudo, de muita determinação.
A criatividade por si só não basta. É preciso implementá-la. Transformá-la em
uma inovação concreta através de novos produtos, serviços, formas de gestão
etc., senão ela não passa de uma elucubração mental e não se transforma em
ação.
Por: Fátima Holanda, Mestre em
Psicologia Social e da Personalidade.
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO
http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/3395/criatividade-e-inovacao-o-verdadeiro-diferencial-das-empresas#ixzz3Zpat4C9v
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