16 dicas para seguir adiante em tempos de
pessimismo
Caros leitores, em tempos de
pessimismo, de ressaca das euforias e de expectativas pelos duros ajustes que
virão, o que nos resta? Eu respondo: nos resta seguir em frente.
Desta vez, sem
análises ou ironias, a minha preocupação será exclusivamente com você, ator
produtivo desta economia que poderia ser tão mais potente, mas que apesar de
tudo resiste, e ainda é, inquestionavelmente, um oceano de oportunidades.
1. Assuma desde já, sem frescuras, uma
realidade. A vida é darwiniana (em países em desenvolvimento é darwiniana ao
quadrado). Encare desde já de que se encontra em um campo de batalha e pare de
divagar;
2. Não gaste
mais do que a sua receita. Isso é difícil? É quase impossível? Problema seu.
Caso não consiga colocar essa fórmula em prática, saiba que fracassará;
3. Uma visão
de fundo, em ampla perspectiva é muito importante, mas não caia na armadilha de
negligenciar os detalhes. É ali, no universo das pequenas coisas, que um
projeto encontra a sua morte;
4. Não se
importe com a arrogância ou a pretensão alheia. A maioria das pessoas que você
encontra em salas de reuniões e encontros de negócios não tem soluções para
nada, e pouquíssimos conseguem planejar ou implementar algo concretamente.
Vivemos em uma era onde a retórica alimenta a retórica;
5. Não tente
agradar a todos, deixe para lá essa história de querer ser “o cara legal”. Sim,
você colecionará inimigos e críticos (grande coisa). Nunca se esqueça que um
homem sem inimigos é também um homem sem valor.
6. Quando for
questionado pela sua atuação social como empresário, ou o seu empenho em
trabalhos voluntários, só por um instante, faça o interlocutor pensar na carga
tributária gigantesca e sem retorno do nosso país, e recomende que uma boa
atuação voluntária seria nos organizarmos para deixarmos a última posição no
ranking de retorno sobre impostos (estamos entre os últimos no ranking dos
trinta países que mais arrecadam no mundo).
7. Você quer
ser socialmente atuante? Ótimo, então organize a resistência ao estatismo
brasileiro; que mata a nossa produtividade, burocratiza a vida empresarial, se
intromete cada vez mais na sua vida privada, quer controlar o que você pensa ou
diz, mas negligencia com incompetência persistente as principais atividades e
responsabilidades de um aparelho estatal decente. Nada traria melhor resultado
para o bem estar social do que atenuar esse estado de coisas.
8. Não se
iluda, as pedras do caminho surgirão. Muito mais importante do que o batido
blá, blá, blá sobre aprendizado e superação, entenda que se desejar um lugar ao
sol deve estar preparado para persistir, e prosseguir com o que lhe restou de
confiança e recursos por um bom período, antes de ver a luz ao final do túnel.
9. Seja
original, sem ser iludido. Saiba reproduzir de forma rentável e aplicável
aquilo que de alguma forma já funciona, mas aos poucos construa o seu espaço
próprio, os seus conceitos, o seu produto ou serviço;
10. Tenha e
cultive a sua personalidade. Saiba fugir do senso comum e, sem perder o senso
crítico, mas convicto de seus argumentos e conceitos, tenha a coragem de pensar
por conta própria e defender leoninamente suas crenças, sem se preocupar em ser
aceito ou com “narizes torcidos”, comentários depreciativos, ou risadas
sarcásticas.
11. Se deseja
inovar, esteja preparado para toda a descrença que originalmente surgirá ao seu
redor. Contudo não seja bobinho, e mantenha ao menos um pé e se possível a metade
do outro também firmes no chão;
12. Trabalhe
com foco no “realizar”, que significa em termos empresariais construir algo que
se sustente economicamente, mas menos preocupado com os ganhos financeiros
imediatos que podem migrar para o seu bolso. Mas não se esqueça jamais, que o
objetivo primordial de um empreendimento é remunerar o capital dos seus sócios,
portanto, se a partir de um determinado período não estiver ganhando dinheiro,
sim, você fracassou. Parta para outra;
13. Não se
apegue aos modismos de gestão. Desenvolva um estilo próprio, sem se importar
com o aval dos “especialistas”, e caso conclua que em determinado momento ou
estágio é necessário ser controlador e centralizador, simplesmente haja como
tal e ponto final;
14. Não perca
tanto tempo na busca de reconhecimento ou da percepção alheia sobre sua luta
empresarial. Isso raramente acontecerá, e saiba desde já que erguer um negócio
lucrativo e inovador, que confronta padrões pré-estabelecidos e conceitos
vigentes, trará desafetos, inimigos, detratores e muitas críticas antes de dar
certo.
15. Lute pelo
seu espaço, mas não se torne um alienado iletrado. Resista e permaneça em
contato com o noticiário (político e econômico). Não se esqueça, são nos
labirintos do poder público que a sua vida é decidida em um país tão estatal
como o Brasil;
Por
último, sugiro aprender a lidar com a solidão.
Luiz
Piovesana
é formado em Engenharia de Controle e Automação
pela Unicamp, exerceu diversos cargos de liderança no movimento das empresas
juniores e tem experiência no Brasil e no exterior na área de Relações Externas
e Vendas.

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